Informações sobre a Maçonaria em sintonia com a sociedade

MAÇONARIA, OPINIÃO

O DESAFIO DE ESCOLHER OS QUE PODERÃO SER MAÇONS

Certamente uma das preocupações permanentes de todos os nossos valorosos Irmãos e de suas Lojas é sobre a seleção de profanos que possam ingressar em nossa Ordem.

A Maçonaria precisa estar sempre rastreando na sociedade os valores humanos de destaque para enriquecer as suas Colunas. Sem dúvida, sem novos Maçons a nossa Ordem está fadada ao enfraquecimento e ao desaparecimento. É uma questão muito séria e merece nossa reflexão cuidadosa.

É uma preocupação também porque são incontáveis as histórias de profanos que se tornaram Maçons e depois nos decepcionaram, ou nos envergonharam com comportamentos muitas vezes completamente inesperados.

Alguns profanos imaginam que a Maçonaria lhes daria o status social (ou até econômico) que até então não haviam alcançado através de sua própria competência em suas atividades profanas. Nos abandonam quando concluem que a Maçonaria não confere poder gratuito e muito menos faz milionários.

Vários são os neófitos que pouco tempo depois de ingressos não mais frequentam a sua Loja e desaparecem sem qualquer satisfação. Já ouvi de um desses que a Maçonaria é decepcionante.

Muitos também são aqueles em que “a Maçonaria entrou neles“, como costumamos dizer, e que estão de pé e à ordem conosco, nos trazendo orgulho, alegria, fraternidade e realizações.

Como fazer para que escolhamos profanos nos orgulhemos ao vê-los Maçons de verdade? É difícil, muito difícil.

Cristo acolheu apenas doze apóstolos. Doze de sua confiança, que d’Ele se aproximaram pela fé e sob sereno despojamento. Uma iniciação puríssima, pois se plasmou a partir de uma escolha divina. Pois é, e não é que um desses apóstolos escolhidos O traiu!?

Já pensaram se numa Loja de 30 membros tivéssemos a mesma proporção de 8,3% de traidores? Seriam 2 Irmãos de uma mesma safra… seriam muitos! Será que a Loja sobreviveria? É muito difícil escolher, selecionar e avaliar.

Vejam o que ocorre na Educação. Desde os estudos de Benjamin Bloom há mais de 70 anos, milhões de professores tentam achar uma boa maneira de avaliar os seus alunos, separando os bons dos incompetentes, os gênios dos que têm alguma dificuldade de aprendizado, os que aprenderam dos que não o fizeram. Até hoje não conseguiram consolidar um método justo e eficiente.

Um bom exemplo de fracasso em matéria de seleção é o Vestibular. Todos nós sabemos há muito tempo que nem sempre são os melhores alunos que são aprovados. No Vestibular as Universidades avaliam os candidatos através de apenas uma oportunidade de verificação. Não há ainda um processo histórico de avaliação que possa ir aferindo os alunos durante os seus estudos de primeiro e segundo grau, acumulando conceitos que ao final do curso médio se transformariam em um indicativo da vocação, da aptidão e da competência de cada aluno para a Universidade.

A Maçonaria também só avalia os profanos por um processo curto antes de iniciá-los.

A Maçonaria usa um questionário, exige vários documentos (alguns dispensáveis se questionarmos sua finalidade como item de avaliação), publica nacionalmente os dados dos candidatos (será que os Maçons regulares e ativos examinam estas informações com atenção?) e procede a três visitas de sindicantes, que na maioria das vezes dão o seu parecer a partir das informações colhidas em apenas uma visita ao profano.

É muito difícil avaliar com eficiência e eficácia, meus Irmãos. É muito difícil encontrar indicadores que possam nos ajudar a prever os riscos de um profano se tornar um bom Maçom, ou de nos abandonar.

Por isto, acredito que um bom ponto de partida é exatamente este: não temos um método ótimo e nem definitivo. Não temos que nos preocupar com a obrigação de acertar em todos os casos.

Podemos ficar mais tranquilos: vamos exercer confiantes a buscar por novos Irmãos valorosos, com a serenidade de sabermos antecipadamente que não vamos acertar em todos os casos.

Mas, podemos melhorar o nosso processo curto de seleção maçônica. Como?

Uma experiência interessante é a da ARLS Pioneiros do Terceiro Milênio do Oriente de Volta Redonda, RJ.

SAIBA NA PRÓXIMA PUBLICAÇÃO SOBRE O TEMA!

Ir.’. Ronel Mascarenhas e Silva, M.’.M.’.

Loja Maçônica Pioneiros do Terceiro Milênio, Or.’. de Volta Redonda – RJ

1 Comment

  1. Medina

    O escrutínio, é fácil. Ainda que se pense se ter feito a melhor escolha, o ser humano é imperfeito e está sujeito ao erro. Seja como for, só a Egrégora Espiritual da Ordem poderá ratificar ou não a escolha, no decorrer de cada período probatório. Posteriormente, quando um Maçom é afastado, juridicamente, da Ordem, isto não significa que ele nada evoluiu, mas sim que ele não está mais em harmonia com os pré-requisitos básicos para continuar trabalhando na Grande Obra, junto aos demais Obreiros.

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