“Um acordo com ele lembra o acordo que muitos fizeram com Hitler em 1938”, ressaltou o jornalista Joaquim de Carvalho no Bom Dia 247. Confira!

247 – Comentando a declaração do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afirmou ser preciso acreditar na “boa fé” de Jair Bolsonaro, o jornalista Joaquim de Carvalho, no Bom Dia 247, afirmou que trata-se de um grave erro. “As autoridades como Gilmar estão cometendo um erro histórico que garantiu a ascensão do nazismo”, afirmou.

O jornalista lembrou do ex-ministro do STF Celso de Mello, que comparou a “Declaração à Nação” redigida por Michel Temer e assinada por Bolsonaro na última quinta-feira ao Acordo de Munique, firmado em conferência organizada por Adolf Hitler em setembro de 1938.

O Hitler em 1938 também fez um recuo estratégico, se reuniu com autoridades da Inglaterra, da Itália e da França”, disse Joaquim, que lembrou das vésperas da Segunda Guerra Mundial, quando, através dos acordos, as potências mundiais acreditavam que Adolf Hitler, líder da Alemanha nazista, iria recuar e para com as invasões.
Segundo Joaquim, “por conta desse acordo, Hitler ganha musculatura, invade a Polônia, invade a França e tenta invadir a União Soviética”. O jornalista ressaltou que foi um erro conciliar com Hitler, pois “não se faz acordo com nazista”.
Gilmar está parecendo o Chamberlain”, disse Joaquim de Carvalho, lembrando do ex-primeiro-ministro inglês Arthur Neville Chamberlain, que fez o acordo com Hitler para que recuasse, o que não ocorreu.
Não dá para acreditar na boa fé do Bolsonaro. Ele virou o que virou por conta das pessoas acreditarem na boa fé e nos recuos dele”, disse o jornalista. “Ele recua sim, mas vai avançando sempre, por isso Flávio Bolsonaro disse para confiar, porque sabe o que está fazendo, declarou.

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Fonte: Brasi247