Maçonaria Especulativa

Até 1717 d.C., quando houve a fusão de quatro Lojas inglesas, semente da Grande Loja Unida Inglaterra, a Maçonaria é chamada de “Maçonaria Operativa”, pois o “saber”, o conhecimento das coisas, era empírico, adquirido de maneira prática. As ferramentas e o manuseio estavam sempre presentes. O Maçom Operativo era um profissional da arte de construir.
A partir dessa data, a Maçonaria começou a ser denominada de “Maçonaria Especulativa”.
            A palavra “especulação” vem do latim – specullum – cuja tradução é espelho.
            Como nos esclarece, Ir. Nicola Aslan (Dicionário Enciclopédico): “é a ação de especular, que significar indagar, pesquisar, observar, espelhar, as coisas físicas e mentais, para estudá-las atentamente, para observa-las cuidadosamente, minuciosamente, do ponto de vista teórico. Disso extraímos ideias e formulamos hipóteses”.
            Bernard Jones (Compendium) nos esclarece: “os Maçons aceitos” elaborando ou adquirindo o conhecimento da Ordem, caíram sobre o termo favorito, embora fosse inadequado, pois não havia outro que melhor qualificasse suas intenções. Distinguiram-se dos talhadores de pedras, denominando-se “Maçons Especulativos”.
            Os “aceitos” começaram a fazer parte da Ordem, em torno de 1600 d.C., e nada mais justo do que chamá-los de especulativos, pois na maioria das vezes faziam parte da ala social da Maçonaria, como mecenas ou colaboradores, e, literalmente “não metiam a mão na massa”.
O “especulativo” era o planejador, o calculista, o pesquisador, e não o homem de ação ou o profissional braçal. Na profissão de construtores, seja de qualquer época, sempre foi exigido um “trabalho especulativo”, ou seja, a teoria adquirida pelo Mestre de Obra, desmembrada na geometria, nas teorias dos planos, na resistência dos materiais, nas forças resultantes nas vigas e arcos de sustentação, etc. Desse modo, o trabalho que usasse de ferramentas e manuseio, era o “prático”, ou “operativo”.
            Devemos esclarecer que o termo “especular” pode significar a atividade pela qual, pessoas se propõem obter lucros ou vantagens, em negociações ou afins.
            Obviamente, não tem nenhuma ligação com o termo, semelhante, usado na Maçonaria.

Ir.´. Alfério Di Giaimo Neto – M.´. I.´.

CIM 196017